De longe te hei-de amar – da tranquila distĂąncia em que o amor Ă© saudade e o desejo, constĂąncia. Do divino lugar onde o bem da existĂȘncia Ă© ser eternidade e parecer ausĂȘncia. Quem precisa explicar o momento e a fragrĂąncia da Rosa, que persuade sem nenhuma arrogĂąncia? E, no fundo do mar, a Estrela, sem violĂȘncia, cumpre a sua verdade, CecĂ­lia Meireles, poetisa brasileira, nasceu em 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro. ÓrfĂŁ de pai e mĂŁe, foi criada pela avĂł materna. Em 1917, começou a trabalhar como A ARTE DE SER FELIZ Houve um tempo em que minha janela seabria sobre uma cidadeque parecia ser feita de giz. Perto da janela havia umpequeno jardimquaseseco. Era uma Ă©poca de estiagem, de terra esfarelada, e o jardimpareciamorto. Mas todas as manhĂŁs vinha um pobre com um balde, e, em silĂȘncio,ia atirando coma mĂŁo umas gotas de ĂĄgua sobre
(Participei de um evento cultural no Museu de Arte Moderna em 17 de dezembro de 2011. Recitaram o poema de CecĂ­lia Meireles sobre essa arte absurdamente linda: ser feliz. Eu me comovi Ă s lĂĄgrimas. Primeiro pela excelĂȘncia da poesia. Depois pela mulher. Que linda mulher foi CecĂ­lia Meireles. Por Ășltimo, chorei por mim mesmo.
CecĂ­lia Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Ao nascer, jĂĄ era orfĂŁ de pai, Carlos Alberto de Carvalho Meireles, que faleceu trĂȘs meses antes de seu nascimento. Aos trĂȘs anos de idade, perde a mĂŁe Matilde Benevides, com isso, passa a ser criada pela avĂł materna, Jacinta Garcia Benevides.

Poesia: A Arte De Ser Feliz - CecĂ­lia Meireles Estilos Diva e Minidiva Poesia para reflexĂŁo sobre o modo de ver o mundo e cumprir os propĂłsitos em um tempo difĂ­cil.

A arte de ser avĂł. Netos sĂŁo como heranças: vocĂȘ os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do cĂ©u. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimĂŽnio, sem as dores da maternidade. E nĂŁo se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o

E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade Ă  obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efĂȘmera. (*) CrĂŽnica de CecĂ­lia Meireles, do livro “Obra em Prosa”. Vol.

Educar Ă© outra coisa. De um educador pode-se dizer o que CecĂ­lia Meireles disse de sua avĂł – que foi quem a educou: “O seu corpo era um espelho pensante do universo”. O educador Ă© um corpo cheio de mundos. A primeira tarefa da educação Ă© ensinar a ver. O mundo Ă© maravilhoso, estĂĄ cheio de coisas assombrosas.

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